Hoje, eu acordei com o coração fora do ritmo, como se tivesse visto o futuro e voltado para contar. Respirava ainda sob o calor da emoção que acabara de sentir.
A cena de ver o meu nome anunciado foi tão real que a emoção ainda acelerava o ar que entrava nos meus pulmões e fazia tremer minhas mãos.
Hoje, no dia em que escrevo a minha vigésima carta, Deus me trouxe um sonho tão vivo, com tantos detalhes, que parecia real. Foi um verdadeiro presente.
Na verdade, Ele me trouxe um sonho que, até então, nunca foi meu, mas que tomei para mim como uma profecia e um compromisso.
No sonho, eu abria uma página de jornal.
E o trabalho que eu faço nas Cartas da Luana, esse trabalho que nasceu pequeno, tímido, narrado no celular entre as falas dos meus filhos e os latidos dos meus cachorros, tinha se tornado um dos blogs literários mais lidos do Brasil.
Havia uma reportagem com uma foto minha.
Eu estava indicada a um prêmio.
Pessoas falavam do impacto das minhas palavras.
Falavam da beleza do texto.
Da profundidade.
Da transformação.
E no sonho, Deus me deixou um recado:
— Continua. Só continua. Acredita. Estou com você. Estamos no começo, mas o teu sonho é Meu também.
Era como se Ele me mostrasse o final da história.
Era como se eu ouvisse Sua voz:
Mesmo que você não veja agora. Mesmo que hoje pareça pequeno. Um dia isso vai chegar a lugares e pessoas que você nem imagina.
Sinceramente, eu nunca tinha pensado nessa proporção.
Talvez por medo, nunca tivesse me permitido imaginar ou criar uma expectativa tão grande assim.
Mas, no sonho, a convicção dEle era tão clara que me convenceu. Acordei com o coração cheio dessa certeza:
Um dia minhas palavras ganharão o mundo.
Graças a Deus.
Esta é a minha vigésima carta.
Já são cinco meses escrevendo semanalmente.
Cinco meses entregando o meu melhor, de coração aberto.
Cinco meses semeando as minhas mais sinceras palavras.
Ao contrário do que imaginei, esse caminho tem sido delicioso e nada solitário. Toda semana recebo mensagens. Histórias. Pessoas dizendo que a carta foi importante em um momento difícil, que trouxe luz, que trouxe paz, que riram ou que choraram comigo.
Que delícia é compartilhar minhas palavras com você! Obrigada por isso!
O sonho foi como se eu tivesse recebido uma carta especial de Deus.
Ele me trouxe uma certeza: Deus vê o que a gente faz no secreto, no pequeno. Ele conhece a semente que a gente planta e, na hora certa, nos honra com uma colheita abundante.
Quando talento se alinha com propósito, quando o que você faz de forma genuína serve às pessoas e te conecta a algo bom e maior do que você, não tem como dar errado.
Pode demorar.
Pode exigir esforço.
Pode requerer persistência.
Mas o sucesso chega. No tempo certo, ele chega.
Esta semana, Thiago e eu conversamos com o Charlles, nosso amigo e professor de taekwondo das crianças.
Na pandemia, a turma era minúscula: meus dois filhos e mais dois coleguinhas. As aulas eram quase particulares.
Hoje, o cenário é outro. A academia está lotada.
Hoje, há bolsas esportivas para atletas que começaram com ele. Alunos que ganham competições dentro e fora do país. Atletas competindo pela seleção brasileira, um deles, o Pedro, até representou o Brasil nas últimas Olimpíadas.
No entanto, Charlles nos contou:
_ No começo, eu quase pagava para dar aula. Tinha dia em que dava aula para um aluno só. Mas eu sempre dava a minha melhor aula, como se estivesse dando aula para 10, para 100, para 1000.
Ele também comentou da dificuldade de encontrar outros profissionais para dar aula na academia:
_ As pessoas querem começar com as turmas cheias. Não aceitam a exposição, as dificuldades do começo e querem resultado logo de cara.
Mas, a verdade que ninguém quer ver é que o crescimento real acontece devagar. Ele surge entre quedas e tropeços que ensinam mais do que as palmas.
Entre a fé no que você está fazendo e a coragem de se expor,
de fazer,
de errar
e de ser visto começando.
E enquanto conversávamos, eu lembrei do pé de acerola.
Há seis anos, eu e o Thiago plantamos uma muda no quintal. Durante anos, quase nada. Um fruto aqui, outro ali.
Meu marido dizia:
— Vou cortar esse pé. Não dá fruta! Na casa dos seus pais o pé está sempre carregado! Essa muda é ruim!
E eu insistia:
— Espera. Vamos dar tempo ao tempo. Daqui a pouco vai vingar.
Passaram-se anos.
Hoje, todos os dias, eu faço suco de acerola para os meus filhos. Aquele pé que parecia improdutivo ontem, hoje, dá frutos em abundância.
Demorou seis anos.
Mas a espera valeu, e muito.
Fé não é ver para acreditar em algo na sua mão. Isso é constatação.
Fé é acreditar, é continuar sem ver, mesmo quando o resultado não aparece.
Eu não sei qual é o grande projeto da sua vida hoje.
Pode ser criar um filho.
Pode ser concluir uma faculdade, um mestrado, um doutorado.
Pode ser começar um negócio.
Pode ser escrever um livro.
Mas eu te digo de todo o coração:
Se está alinhado com quem você é, com o seu talento, com Deus e com o seu propósito para o mundo … continue.
Semeie.
Regue.
Adube.
Permaneça.
Acredite.
Até lá, siga firme.
Acredite no seu trabalho.
Acredite em você.
Eu comecei dizendo que Deus sonhou por mim. Aqui, eu preciso te falar: Deus também sonha por você. Não se esqueça disso. Abra a sua vida para que você também receba as cartas Dele.
Hoje, eu compartilhei o meu sonho com você, se fizer sentido, compartilhe comigo o seu também. Vou adorar te ouvir.
Seguimos juntos com fé.
Com amor,
Luana
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